segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

O Blogue de Henrique Mota irá continuar. «Porque Sim.»


O final do ano de 2020, não é motivo para "fechar" o blogue criado para homenagear Henrique Mota. 

Irá continuar. E este "porque sim", deve-se a várias razões. A maior de todas, o facto de ter sido "vítima" de um ano completamente atípico, que não permitiu que fosse homenageado como mereceria.

Além disso, ficaram várias coisas por dizer, sobre o "Pai dos Desportistas Almadenses". Ficam sempre...


segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

1920, um Ano Especial


1920 não foi apenas o ano do nascimento de Henrique Mota.

Nasceram também neste ano o Francisco Bastos, campeão e recordista nacional de atletismo atletismo, atleta internacional e grande amigo do Henrique.


Entre nós, o centenário mais festejado foi o de Amália Rodrigues, por todas as razões e mais algumas. Continua a ser a nossa grande figura do fado e da canção, foi a primeira e única a conseguir a consagração mundial, actuando nos principais palcos das grandes capitais mundiais.

Mas também fizeram 100 anos, Bernardo Santareno (dramaturgo), Germana Tânger (actriz), Sidónio Muralha (poeta), Mário Castrim (jornalista) Artur Agostinho (jornalista) Nadir Afonso (artista plástico) e Cruzeiro Seixas (artista plástico), que ficou a poucos dias de comemorar o centenário, com vida... entre outros.

Por esse mundo fora também festejaram o centenário Clarice Lispector (escritora), Charlie Parker (músico de jazz), Federico Fellini (cineasta) Charles Bukowski (escritor), João Cabral de Melo Neto (poeta), Mário Benedetti, e muitos outros que nos escaparam...


quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Uma Carta Especial...



Continuando com os seus "amores" desportivos, além do CF "Os Belenenses", o Ginásio Clube do Sul, foi o seu mais que tudo.

Foi atleta (de várias modalidades), treinador (também de mais que uma modalidade...) e dirigente (dos melhores da sua longa história).

Numa das muitas conversas que tivemos sobre desporto, desafiei-o a escolher os "onzes" preferidos das equipas de futebol destes seus "dois amores", apenas com jogadores almadenses.  Foi dando voltas à memória e escolhendo vários craques, de gerações diferentes, que o tinham encantado, tanto nos estádios e nos campos simples de futebol.

E depois falámos de possíveis "seleções nacionais" só com futebolístas do nosso Concelho...

Como o Henrique não ficou completamente satisfeito, sem eu saber levou "trabalho para casa", e dias depois recebi em casa uma carta, em que acabou por fixar na história as suas escolhas, com os melhores dos melhores, que publico aqui com a devida vénia e muita amizade (é algo que fica sempre dentro de nós...).


sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

A Paixão Azul do Henrique...


Henrique Mota foi atleta do Clube Futebol "Os Belenenses" (é uma pena não termos nenhuma fotografia com o Henrique vestido de azul), aquele que foi sempre o seu clube de coração.

Hoje poderá parecer estranho esta paixão, mas nos anos quarenta e cinquenta, o Belenenses era um grande no futebol, batia-se de igual com o Benfica, Sporting e FC Porto. Só não foi mais vezes campeão, porque foi várias vezes vitima de arbitragens desonestas (como a do famoso Calabote...), de homens vestidos de preto que gostavam mais do vermelho e do verde que do azul.


Além de ter sido Campeão Nacional em 1945/46, foi segundo classificado em 1936/37, 1954/55, 1972/73, e terceiro em 1939/40, 1940/41, 1941/42, 1942/43, 1944/45, 1946/47, 1947/48, 1948/49, 1953/54, 1955/56, 1956/57, 1958/59, 1959/60, 1975/76 e 1987/88.

Conquistou a Taça de Portugal em 1941/42, 1959/60, 1988/89 e foi finalista vencido em 1939/40, 1940/41, 1947/48, 1985/86 e 2006/07.

(Publicamos imagens de dos dos seus ídolos azuis, Artur José Pereira e Matateu)


quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Os "Contos Desportivos" de Henrique Mota


Entre a publicação do segundo e terceiro volume dos “Desportistas Almadenses”, Henrique Mota lançou em 1986 os seus “Contos Desportivos”, uma antologia de dezassete histórias, onde mistura a sua vivência com a imaginação, e até magia, no intuito de nos oferecer estórias baseadas em factos verídicos, onde relata a sua cultura desportiva, com particular realce para o atletismo, a sua modalidade de eleição.

O jornalista Sequeira Andrade agradado com a obra, afirmou[1]: «Aquilo não são contos. São, mais que isso, documentos comprovativos de um alto sentido humanista e testemunho de uma vida que se interessa pelas coisas boas, que as procura no dia-a-dia e que sobretudo, as descobre através da atractiva via do Desporto.»

Neste livro assistimos a denúncia de algumas jogadas menos claras, à vontade de ganhar a qualquer preço que invadiu os recintos desportivos, sempre com uma ponta de mágoa colocada a descoberto, graças ao grande sentido moral e ético do autor, para quem o desporto foi sempre uma “escola der virtudes”. Ideais pelos quais se bateu como atleta, treinador, juiz de atletismo e dirigente.

Um dos aspectos mais curiosos deste livro, é o seu último conto, no qual Henrique Mota consegue traçar a sua biografia desportiva, através de um diálogo bastante profícuo, com um interlocutor fictício.



[1] “Desportistas Almadenses”, 3º Volume, 1993, badanas.


(Transcrição do livro, "Henrique Mota, atleta, treinador, dirigente e escritor almadense", coordenado por Luís Alves Milheiro)


segunda-feira, 30 de novembro de 2020

O Testemunho dos Amigos (XXVIII)


«Henrique Mota, cidadão profundamente generoso e tolerante, impôs-se à admiração de quantos se perfilam perante a divulgação do desporto, e em particular, dos atletas que tanto honraram o honram o concelho.

O presente estudo que mantém o original e o estilo peculiar do Autor, ilustra a estrutura temática dos seus anteriores trabalhos, descrevendo o percurso e o quotidiano doas atletas, dos treinadores e dos seus clubes e colectividades, nas diferentes modalidades, desde o início das práticas desportivas até às honrosas posições alcançadas no concelho, no país e no estrangeiro.

Aqui prestamos a nossa homenagem aos desportistas biografados.

Ao Henrique Mota, o nosso reconhecimento, o nosso testemunho.


[Maria Emília Neto de Sousa, antiga presidente do Município de Almada]


(Fotografia da Colecção da SCALA)


terça-feira, 17 de novembro de 2020

O Testemunho dos Amigos (XXVII)


«Sou pouco dado a sortilégios, magias ou esoterismos: acho que é com os pés na terra que melhor se compreende o mundo. Daí a curiosidade de, repentinamente, ficar a matutar no número sete (o das vacas gordas e magras do sonho de Moisés; o dos dias da semana; o dos pecados mortais; o dos gnómicos sábios gregos; o mesmo número dos que eram contra Tebas na tragédia de Ésquilo…). Mas há uma explicação: é que – certamente sem o dramatismo histórico de outros setes atrás arrolados -, este é o sétimo livro de Henrique Mota! Sete livros de um falar e de uma comovente fidelidade sobre a nossa gente, motivada, naturalmente, pelo conhecimento de que não são, quase nunca, os famosos que constroem o mundo, mas sim os anónimos: aqueles cujo nome raramente ultrapassa o círculo da sua  rua, da família ou dos amigos.

Num tempo em que esquecer parece ser mais importante que recordar, Henrique Mota relembra, incansável mas gostosamente, nomes (e alcunhas…) de quem, por vezes quase socialmente invisível, foi sabendo deixar marcas na única vida que parece realmente existir para além da morte: a das memórias dos que os evocam. É a escrever que Henrique Mota nos diz que, afinal, é possível amar a vida sem lhe impor condições.»

[Marcelino Mota, psícólogo clínico]

(Fotografia de autor desconhecido)


quinta-feira, 12 de novembro de 2020

O Testemunho dos Amigos (XXVI)


«Com este terceiro volume de “Desportistas Almadenses”, Henrique Mota continua a prestar um cada vez mais relevante serviço não apenas à comunidade concelhia, que assim vê perpetuado em livro os nomes e os feitos dos ídolos da sua terra, como ao próprio movimento desportivo em geral, na medida em que lega para o porvir as glórias de mais alguns desportistas – almadenses por  naturalidade ou adopção.»

[Victor Aparício, escritor e associativista almadense]

(Fotografia de Luís Eme)


domingo, 8 de novembro de 2020

O Quarto Volume de "Desportistas Almadenses" (2)


Há alguns pontos na realização desta obra, que só não geraram polémica, porque alguns dos seus amigos preferiram salvaguardar a memória de Henrique Mota, embora ficassem cientes de que não tinha sido respeitada a vontade do autor, ao olharem a capa e a folhearem o livro. 

Em relação à "adenda" de algumas biografias publicada no final do livro, não iremos tecer grandes comentários, até porque durante a comemoração do 90.º aniversário de Henrique Mota, um dos seus familiares (que já devia saber da opinião de alguns amigos...) fez questão de vincar que o quarto volume estava conforme tinha sido vontade do autor, fazendo a defesa do coordenador da edição. Não obteve qualquer resposta, porque estava-se a festejar Henrique Mota, e ele era muito mais importante que qualquer diferença de pontos de vista sobre o seu último livro.

Infelizmente, cada vez somos menos os amigos que sabemos qual era a vontade de Henrique Mota (além de mim, penso que só há dois amigos entre nós, que poderão falar sobre isso...). Por exemplo, em relação à tal "adenda", apenas acrescentamos que, tal como o Henrique pensava, o que foi publicado menoriza a obra e os atletas biografados. E ficamo-nos por aqui.

O que é realmente polémico e não cumpre, nada, à vontade de Henrique Mota, é o vazio que foi colocado na contracapa (primeira imagem) e nas badanas deste seu últimos volume, contrariando o que aconteceu em todas as suas outras obras literárias publicadas (exemplo na segunda imagem). 

Não estamos a falar levianamente. Não só sabemos da existência de um texto biográfico e de uma fotografia escolhida para a contracapa (fomos nós que passámos o texto a limpo no computador), como também de dois outros pequenos textos um para cada badana, pedidos pelo autor a dois dos seus amigos.

Pensamos que se há um volume onde fazia sentido existir um registo biográfico, seria neste quarto volume, por ser uma edição póstuma. Esse registo contribuiria para que se mantivessem vivos, tanto a sua imagem como a sua história biográfica, em vez do vazio que foi publicado. Qualquer pessoa que consultasse este livro nas bibliotecas, ficava com uma imagem do autor e a saber quem era Henrique Mota...

(Nota: este texto é da autoria de Luís Milheiro, assim como todos os restantes)


sábado, 7 de novembro de 2020

O Quarto Volume de "Desportistas Almadenses" (1)


O quarto volume de "Desportistas Almadenses", da autoria de Henrique Mota, embora já estivesse praticamente pronto, a quando do seu falecimento (2001), só seria publicado em 2004.

Por todas as razões, acaba por ser o volume mais actual, pois uma grande parte dos 43 biografados ainda se mantinham em actividade nas modalidades desportivas das quais eram campeões, internacionais e recordistas, a quando do trabalho de investigação histórica do autor. Há duas modalidades que merecem um destaque especial neste volume, a natação e o judo, cujos os atletas estão bem representados (15 biografados) e proporcionaram excelentes resultados desportivos em Almada, com um relevo especial para o título europeu de juniores conquistado por Ana Francisco na natação.

Graças à grande qualidade desportiva do concelho foi possível a Henrique Mota manter os seus critérios, de grande exigência, para que só constassem nos seus volumes de "Desportistas Almadenses", verdadeiros campeões.

Há alguns pontos que merecem uma atenção especial na realização desta obra, uma vez que não foi respeitada a vontade do autor no seu resultado final, que iremos abordar amanhã. 

Felizmente a capa manteve a fotografia de Luís Figo, num belo trabalho gráfico. É uma boa homenagem, penso que ninguém deverá ter qualquer dúvida de que Figo continua a ser a principal referência desportiva da história do Concelho de Almada.


quarta-feira, 4 de novembro de 2020

O Testemunho dos Amigos (XXV)


«
Falar de Henrique Mota, o cidadão simples, tolerante, desportista e amigo, é fácil, ele tem dedicado grande parte da sua vida ao associativismo e ao desporto, como atleta, treinador e dirigente, para nos últimos anos se dedicar à escrita onde já é autor de oito livros dos quais destaco os quatro volumes de “Desportistas Almadenses”, os quais representam um tesouro inestimável no campo cultural e desportivo do nosso concelho e até mesmo a nível nacional.
Durante a sua vida foi um lutador indomável, através de um labor invejável e de uma dedicação notável, assim como de uma entrega total.
Seria pois uma ingratidão como almadense, não deixar pública a minha amizade e gratidão e dizer-lhe, obrigado Amigo, que viva por muitos anos.»

[Humberto Borges, treinador de andebol e associativista]

(Fotografia de autor desconhecido)


O Blogue de Henrique Mota irá continuar. «Porque Sim.»

O final do ano de 2020, não é motivo para "fechar" o blogue criado para homenagear Henrique Mota.  Irá continuar. E este "por...